o teste

Você é viciado em celular?

Dez afirmações, um ou dois minutos. Avalie cada uma pensando nas últimas semanas, com sinceridade e não do jeito que você gostaria que fosse. A pontuação é calculada aqui mesmo, no seu navegador. Suas respostas não são salvas nem enviadas para lugar nenhum.

1 significa discordo totalmente e 6, concordo totalmente.

  1. Deixo de fazer trabalhos que tinha planejado por causa do celular.

  2. Tenho dificuldade de me concentrar na aula, nas tarefas ou no trabalho por causa do celular.

  3. Sinto dor nos pulsos ou na nuca enquanto uso o celular.

  4. Eu não aguentaria ficar sem o meu celular.

  5. Sinto impaciência e inquietação quando não estou com o celular na mão.

  6. Penso no celular mesmo quando não estou usando.

  7. Eu nunca abriria mão do meu celular, mesmo com o meu dia a dia já muito prejudicado por ele.

  8. Olho o celular o tempo todo para não perder o que as pessoas estão dizendo nas redes sociais.

  9. Uso o celular por mais tempo do que pretendia.

  10. As pessoas ao meu redor dizem que eu uso o celular demais.

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De onde vêm as perguntas

As dez afirmações são a Smartphone Addiction Scale, Short Version, publicada por Min Kwon e colegas em 2013 e usada em pesquisas desde então. Ela foi traduzida e validada em dezenas de países, com adultos e também com os adolescentes para quem foi criada.

Cada afirmação é avaliada de 1 a 6, então o total vai de 10 a 60. No estudo original, com 540 adolescentes coreanos, uma pontuação de 31 para meninos e de 33 para meninas foi a que melhor separou do restante aqueles que especialistas tinham considerado em risco, identificando cerca de nove em cada dez deles. Estudos posteriores com adultos colocaram o ponto de corte no mesmo lugar, com um ponto a mais ou a menos: um estudo de 2025 com 530 universitários em Honduras ficou com 32 para todos. Fizemos pequenas atualizações na redação: “smartphone” virou “celular”, “Twitter ou Facebook” virou “redes sociais” e “levemente” virou “parcialmente”. As afirmações, a ordem delas e a escala de seis pontos são as do original.

O que a pontuação pode dizer, e o que não pode

Ela pode dizer se o seu uso do celular tem a forma de um problema: a perda de controle, a inquietação quando ele não está por perto, as pessoas ao seu redor percebendo. Isso é um sinal real, e o motivo de a escala existir.

Ela não pode te diagnosticar, porque esse diagnóstico não existe. O vício em celular não aparece em nenhum dos dois manuais com que os médicos trabalham, a CID-11 e o DSM-5; a entrada mais próxima é o transtorno de jogos eletrônicos. Não é à toa que os pesquisadores falam em uso problemático do smartphone. Uma pontuação acima do ponto de corte quer dizer “olhe mais de perto”, não “você está doente”.

E uma pontuação baixa também não é atestado de que está tudo bem. Um questionário pergunta como você sente o celular, de memória, e a memória é um relógio ruim: quando pesquisadores compararam o que as pessoas diziam sobre seu uso de mídias digitais com o que os aparelhos delas tinham registrado, as duas coisas só coincidiram moderadamente. O número que resolve a questão é o tempo. Seu iPhone já conta isso, app por app. O finit guarda essa contagem, dia após dia, por anos, e a coloca diante da sua vida. Ele nunca bloqueia e nunca envergonha. Ele te mostra o registro, e você decide.

Perguntas

Vício em celular é um diagnóstico de verdade?

Não oficialmente. Nem a CID-11 nem o DSM-5 o incluem; a CID-11 inclui o transtorno de jogos eletrônicos, que é a entrada mais próxima. Por isso os pesquisadores falam em uso problemático do smartphone, e questionários como este servem para rastreá-lo. Um rastreamento separa as pessoas entre “vale olhar mais de perto” e “provavelmente não”. Um diagnóstico é feito por um profissional de saúde, com você presente.

Como a pontuação é calculada?

Cada afirmação é avaliada de 1 a 6 e as dez notas são somadas, então a pontuação vai de 10 a 60. O ponto de corte de 31 para meninos e 33 para meninas vem do estudo original, em que foi o que melhor separou os adolescentes que especialistas tinham considerado em risco. Mostramos quais afirmações sustentam sua pontuação porque o total sozinho esconde isso: um 34 feito de inquietação e um 34 feito de dor no pescoço são histórias diferentes.

Meu resultado fica salvo em algum lugar?

Não. Suas respostas e sua pontuação são calculadas por esta página no seu navegador e não vão para lugar nenhum: nada é salvo, nada é enviado, não existe conta onde guardá-las. A única coisa que contamos é que um teste foi iniciado e que um foi concluído, não como ele terminou.

Minha pontuação deu alta. E agora?

Primeiro, descubra o número real. O Tempo de Uso do seu iPhone mostra as últimas semanas, app por app, e o finit guarda isso por anos. Uma pontuação é uma sensação; um número é um ponto de partida. Depois escolha o app que responde pela maior parte e leia nosso guia sobre como reduzir o tempo de uso sem bloquear nada.

Regras pequenas funcionam melhor do que você imagina. Num experimento da televisão pública suíça, 86 pessoas testaram quatro delas durante uma semana. Manter o celular longe das refeições e das conversas reduziu em um terço as vezes que elas pegavam o aparelho, e aplicar as quatro juntas reduziu o tempo de tela em cerca de um quarto. Foi só uma semana e não é representativo, mas testar não custou nada.

Se o celular está te custando sono, trabalho ou relacionamentos e você não consegue parar por conta própria, converse com um médico ou um psicólogo. Eles levam isso a sério.

Posso fazer o teste de novo?

Quantas vezes quiser. Ele pergunta sobre as últimas semanas, então refazer no mês que vem é uma comparação justa, desde que você responda com a mesma sinceridade nas duas vezes. Senão, você estará comparando humores, não semanas.

Fontes

  1. Kwon, M., Kim, D.-J., Cho, H., Yang, S. (2013). The Smartphone Addiction Scale: Development and Validation of a Short Version for Adolescents. PLOS ONE, 8(12), e83558. Publicado sob uma licença Creative Commons Atribuição; as afirmações acima foram adaptadas do seu Apêndice S1. doi.org
  2. Hidalgo-Fuentes, S., Martínez-Álvarez, I., Llamas-Salguero, F., Pineda-Zelaya, I. S., Merino-Soto, C., Chans, G. M. (2025). Psychometric properties of the smartphone addiction scale-short version (SAS-SV) in Honduran university students. PLOS ONE, 20(7), e0327226. 530 estudantes, ponto de corte 32. doi.org
  3. Organização Mundial da Saúde. Addictive behaviours: gaming disorder (ICD-11). who.int
  4. Parry, D. A., Davidson, B. I., Sewall, C. J. R., Fisher, J. T., Mieczkowski, H., Quintana, D. S. (2021). A systematic review and meta-analysis of discrepancies between logged and self-reported digital media use. Nature Human Behaviour, 5, 1535-1547. doi.org
  5. SRF Einstein (2024). Handysucht: Smartphone-Detox, 5 Strategien im SRF-Test. 86 participantes, uma semana; a emissora informa que os resultados não são representativos. srf.ch